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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Um dia de bike

Em 22 de setembro, comemorou-se o Dia Mundial sem Carro. Então, foi dia de pedalar, de sair da 116 Sul e seguir até a 109 Norte. Na mochila, muita água, uma maçã e a máquina fotográfica...



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Neste dia, cerca de 500 pessoas participaram, no Eixão do Lazer, do 1º Passeio Ciclístico da Primavera, em comemoração ao Dia Mundial sem Carro. Foram 12 km, sob sol quente, da 108 Norte até a 106 Sul, ida e volta. O passeio, uma iniciativa do Correio Braziliense e da ONG Rodas da Paz, teve como tema "Mais amor, menos motor" e foi uma oportunidade para todos se unirem em torno de um trânsito mais gentil e para cobrar melhorias na mobilidade urbana, especialmente na sinalização e no transporte público. 

No meu ver, iniciativas como essa são muito bem vindas, mas é preciso mais, muito mais já que não basta somente deixar o carro em casa e querer usar outras formas locomoção, como bicicleta, ônibus ou metrô. O Brasil não possui políticas públicas que apoiem a utilização de transportes alternativos ao automóvel. Fica difícil querer ser diferente sem que o Estado e a Sociedade colaborem. Não é impossível, mas muito difícil.

Em Brasília então, a realidade é completamente diferente, pois apesar da implantação de ciclovias na área central - que ainda estão mal sinalizadas, não há grandes alternativas ao uso do carro. O metrô é limitado, os ônibus não possuem qualidade nem regularidade e ainda linhas sobrecarregadas ou inadequadas. Apesar dos problemas de engarrafamentos ou de estacionamento, ainda é mais confortável usar o carro para ir ao trabalho ou para as atividades do dia-a-dia como, por exemplo, ir a padaria. Faltam condições para as pessoas fazerem pequenos percursos a pé ou de bicicleta. Junte-se a isso as condições climáticas do Planalto Central, de sol, calor e baixa umidade numa parte do ano e de chuva na outra. 

Mas, neste Dia sem Carro, aproveitei não só para pedalar por prazer, como para fotografar. Antes de chegar na concentração do passeio, parei por um tempo no Buraco do Tatu, onde fiz algumas fotos experimentais. Na concentração, mais fotos do pessoal que lá estava. Confira:





quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Desejo

Essa é uma das minhas fotos mais antigas. Assim que eu comprei minha primeira câmera, uma Fuji S7000, fui a São Paulo a passeio e lá flanei sem saber o que era flanar.
Sábado de manhã, Bairro da Liberdade, e eu lá com a máquina e um mundo à disposição. Fotografei um pouco das bancas, um pouco do lugar e, é claro, um pouco das pessoas. Foi quando percebi a pequena olhando para a chapa da barraca de yakissoba. Não deu tempo de nada... regulei apenas a velocidade e disparei. E saiu esta foto. Tentei outras, mas sabe como são as coisas. Geralmente só temos um tiro. Não consegui nenhuma outra foto além dessa.

Algumas pessoas reclamam da mão com o marmitex em destaque à direita, mas acho que ela compõem a cena e dá um ar de realidade. Para mim, talvez por orgulho do primeiro filho, a foto está perfeita assim, pois o olhar da menina nos diz tudo: "Ah! Que fome, que vontade de comer..."

E antes que alguém pergunte, não sei se ela comeu. Fiquei tão preocupado com a foto que ela desapareceu no meio da multidão e se foi... e nem se despediu. Espero que tenha se deliciado com o macarrão.